Entre a literatura e a vida, Edmund Wilson optou pela segunda. Para ele, criação literária sempre foi um prolongamento da experiência vital, tanto a individual do escritor quanto a coletiva de seus contemporâneos. Joyce, Proust, Flaubert, Hemingway, Dickens e Turguêniev, alguns dos autores aqui tratados, inventaram mundos, mas permaneceram prisioneiros de sua época e das misérias do cotidiano. O que mais encanta nestes
Onze ensaios é justamente a mistura entre biografia e obra, entre romance, história e política. Para realizá-la com equilíbrio e originalidade, é preciso uma sensibilidade e uma inteligência muito especiais, virtudes que Edmund Wilson já provou esbanjar em
Rumo à estação Finlândia e
Os anos 20.
Seleção e prefácio: Paulo Francis
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