Àqueles que chegam desavisados ao texto límpido e elegante de Nicolau Maquiavel pode parecer que o autor escreveu, na Florença do século XVI, um manual abstrato para a conduta de um mandatário. Entretanto, esta obra clássica da filosofia moderna, fundadora da ciência política, é fruto da época em que foi concebida.
Em 1513, depois da dissolução do governo republicano de Florença e do retorno da família Médici ao poder, Maquiavel é preso, acusado de conspiração. Perdoado pelo papa Leão X, ele se exila e passa a escrever suas grandes obras. O príncipe, publicado postumamente, em 1532, é uma esplêndida meditação sobre a conduta do governante e sobre o funcionamento do Estado, produzida num momento da história ocidental em que
o direito ao poder já não depende apenas da hereditariedade e dos laços de sangue. Mais que um tratado sobre as condições concretas do jogo político, O príncipe é um estudo sobre as oportunidades oferecidas pela fortuna, sobre as virtudes e os vícios intrínsecos ao comportamento dos governantes, com sugestões sobre moralidade, ética e organização urbana que, apesar da inspiração histórica, permanecem espantosamente atuais.
Opinião do leitor
Excelente tradução desta obra que já possui cinco séculos de existência, mas continua atualissíma. Os autores do prefácio demonstram profundo conhecimento sobre o período histórico em que Maquiavel viveu. Trata-se de obra indispensável para o desenvolvimento científico e social.
Jorge Lawand, Sao Paulo, 06/09/2010
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Este livro tem o prefaciador ideal, pois não há obra mais diabólica em toda a história da humanidade. Quem admira tal livro não passa de um outro Hitler aguardando pela hora da tomada do poder.
Sugiro ler São Francisco de Assis.
ROBERTOESCRITOR